Blogterapia

29-8-07

NOVOS ARES
 
Trilha...
Aparece em meu caminho agora....
Não posso esperar mais meia hora...
Por este caroável sorriso.

Anda...
Não olha pra trás nem espera...
Pois tudo até hoje foi mera...
Preparação pra felicidade.

Olha...
Que seus olhos poderão enxergar...
Como é grande a vontade de amar...
De quem agora te vê.

Escrito por Ana Paula Pereira Gomes às 23h53
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28-8-07

SENHOR, DAI-ME CHIFRES!

Hoje o dia está nublado.
Eu escrevia isto no meu caderninho do prezinho sem jamais imaginar que seria um fator agravante para o final de um relacionamento. Todos os dias vou dormir de um jeito e acordo modificada. De certa forma é bom, porque só o que está morto não muda. Mas esta instabilidade, esta sensação de que minhas emoções são como montanha-russa começa a me irritar profundamente. Que saudades de uma rotina!
Esta busca constante por serotoninam, nos chocolates, nos amigos, nas músicas, nas viagens, nos elogios do trabalho, nas altas notas das provas da MBA, me conduzem a um bom resultado e um bom caminho, mas posso dizer que estafa. Gostaria de encontrar novamente minha paz interior. Aquela que você se sente feliz por nada, sem precisar cantar, sem precisar assistir a Friends, sem precisar comprar sapato novo nem tomar Milk Shake de Ovomaltine. Aquela que você adora não fazer absolutamente nada e sente que a sua própria companhia basta. Sei que voltarei a me sentir assim, mas por hora meu cérebro fica 100% CPU querendo que isso aconteça imediatamente. Ansiedade. Dizem que é coisa da idade e esta é a minha esperança. Tragam logo as velinhas pra eu soprar se for isso a solução dos meus problemas!
A confusão é tanta que cheguei a pensar como foi mais fácil esquecer de tudo quando recebi um par de chifres (que fizeram minha cabeça) e um pé na bunda (que me fez andar pra frente). Como a decepção ajuda nesta árdua e difícil tarefa de esquecer quem se ama. Pensei: "Senhor, dai-me chifres!"... Ainda mais para uma pessoa com um perfil esquisito como o meu, que sempre acha que o amor tudo é capaz (bobagem!) e que devo batalhar por tudo que sonho (outra bobagem!). É muito difícil pra mim manter-me estável tendo que esquecer alguém que está em tudo que vejo: no morango que lavo, nas músicas que tocam, nos Mickeys que vejo, em cada parte do meu corpo... Mas promessa é dívida e eu prometi que não permitiria me machucar mais e não ser mais pretensiosa a ponto de achar que um  romance comigo não pode ter fim. Pode sim. E como diz minha amiga Luciana, já está mais do que na hora de eu aprender que o que é perfeito pode ser finito ou não. E quando é, não cabe se entristecer. Eu sou mesmo é muito teimosa. E nasci nesse tal de Brasil. E está na moda dizer que "brasileiro não desiste nunca?". Que burrice! Eu quero matar, estrangular, dar tiro a queima roupa em qualquer esperança! Mas o meu coração, às vezes, insiste em achar que a vida é um conto de fadas e que sou digna de um final feliz. Pra mim é tão desafiador entender que isso jamais daria certo como se me colocassem na arquibancada do jogo da Seleção BRASILEIRA de Futebol contra o timeco da Guatemala e me dissessem: "Pronto! Não tenha esperanças no Brasil... "
Que merda torcer pra Guatemala!...

Escrito por Ana Paula Pereira Gomes às 13h34
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24-8-07

NIRVANA´S DAY

Eu ia chegar e dormir. Mas aí encontrei em cima da minha cama o livrinho de Salmos e Provérbios que a minha mãe deixou para me acalmar porque hoje contei tudo sobre o fim, ou melhor, sobre o “não começo” de um relacionamento com um cara pelo qual sou muito apaixonada aos prantos, antes de sair para trabalhar. Com certeza ela passou o dia preocupada. E eu, aprendendo coisas...

Olha o que dizia a página aleatória que abri: “Segui o amor e procurai com zelo os dons espirituais, mas principalmente o de profetizar. Aquele que profetiza, fala aos homens para a edificação, exortação e consolação.” Risos. Não que seja uma profecia, mas acho que pode servir como uma troca de experiências e uma eficiente terapia. Vou escrever sobre meu dia de hoje.

Chamarei “NIRVANA DAY”. Nirvana significa a cessação do sofrimento. Uma vez que o sofrimento é causado pela ilusão, nirvana significa também a cessação da ilusão. Dado que o sofrimento é causado pela crença na dualidade, nirvana significa também cessação da dualidade, ou da crença nela. Nirvana é a cessação da crença em uma "individualidade" e em algo permanente e absoluto. De fato, fim de relacionamento (ou não começo de um, no meu caso), causa sempre dor. Mas insisto em dizer que o sofrimento é opcional. Ontem, escolhi por sofrer. Hoje, não.

Regra número 1. Aprenda a rir da história da sua vida. Ela pode ser uma comédia por mais drama que pareça. Tá doendo? Reaja! Você precisa dar o empurrãozinho inicial pra a inércia da vida ajudar. Eu queria sair do trabalho, faltar na MBA, vir pra casa... Depois pensei comigo: Reaja! Viva! Aja! Fui pra MBA, aprendi coisas super bacanas, dei boas risadas com meus amigos, inclusive dei uns socos no meu amigo que insiste em fazer o gráfico de reta crescente do nível de desespero x idade feminina, sai da aula, fui a um barzinho com as meninas e rimos muito! Fui capaz de voltar ouvindo Jota Quest, acreditam? Aquela música “Hoje eu preciso te encontrar de qualquer jeito...”? Sim... O mundo conspira contra os solteiros! Rola uma tendência mundial para a depressão e o fluxo normal da natureza é o caos.... Bruno e Marrone? Que que é aquilo??? Gente, pra um momento de triste, leva o ser ao suicídio... Para um momento feliz, não combina. Abominem do planeta!!! Mas então.... é preciso desprendermos de alguns Joules para sermos felizes. Viver é realmente muito mais que simplesmente respirar...
Acredite: a inércia da vida ajuda depois do primeiro empurrãozinho. Passei uma noite ótima, com pessoas maravilhosas e sinto-me com as baterias recarregadas. Conversamos por horas, dividimos experiências. Lembramo-nos de como as coisas eram mais fáceis nas épocas dos bailinhos do ginásio. A dança da vassoura! Ah, a dança da vassoura... Aquilo sim era espetacular. Não essa garimpagem que rola hoje nas baladas. Embora sempre tinha aquele mala que vinha te tirar com a maldita vassoura dos braços do menino mais gatinho, aquele que cantava assobiando Patient com a faixinha na cabeça, igual ao X´Roses.... Ai, os gatinhos. Tão novinhos e tão certos de si. Sabiam exatamente o que queriam da vida: empinar pipa. E só. Quando muito jogar também o futebol. E nós, quase mocinhas, já nos apaixonávamos por aquelas coisinhas. Pois bem. Mais de uma década depois estamos nós todas reunidas contando histórias muito parecidas. Uma que se apaixonou por um cara mais novo mas que não sabe o que quer da vida, precisa pensar, ficar sozinho.... Outras, como eu, se apaixonaram por caras mais velhos que, não sabem o que querem da vida, precisam pensar, optam por estarem sós... Cabe rir. Essa indecisão não passa? Testosterona confunde? O que acontece?
Ficamos falando por horas sobre a peça teatral “Os homens são de Marte e é pra lá que eu vou”. Hahaha. “Não era pra ser...” – E levantávamos os braços. Falei pra uma amiga que nem sei quantas vezes na vida eu ainda levantaria os meus... Falamos dos prós e contras de termos PAs em nossas vidas (pipis amigos) e quais os problemas de ir se divertindo com os homens errados enquanto não encontrávamos os certos. Discutimos as velhas frases de “o que é seu está guardado” e tentamos desvendar onde colocaram as chaves. Enfim... Vivemos na geração da solidão. Onde torna-se rara a pessoa que pode “jogar as mãos para o céu e agradecer se acaso tiver, alguém que gostaria que estivesse sempre com você, na rua, na chuva ou na fazenda, ou numa casinha de sapé...” E sofremos em demasiado por sentirmo-nos assim, tão sós, e cometermos erros que são culpa unicamente de nossos hormônios...
Concluímos também o quão semelhante a um cu é o Universo. Quando minha amiga contou a história de que estava toda namorandinho com um bonitinho, médico do RJ. Mas o cara com o mesmo defeito de fábrica de sempre: não tananá nem saia de cima. Aí teve show do Chiclete com Banana. A coitada, suportamente solteira (sim... Porque eles nunca estão namorando... Mas ai da mulher que sair com n caras ao mesmo tempo... Essa é galinha... E isso me fez lembrar de quando eu era criança e achava que uma menina era chamada de galinha porque se apaixonava por vários caras ao mesmo tempo. Associei ao fato da menina ser semelhante à galinha, que na minha cabeça, tinha vários corações. Até eu descobrir (e ficar horrorizada) que galinha tem um coração só! E num simples espetinho de coração de galinha tem a representação de uma chacina das coitadas!!! Bom... Deixe-me voltar...). Pois bem. Ela foi pro show. Não tinha namorado, apareceu um bonitinho, aquele clima soteropolitano no ar, “charararararará... Sou praieiro pra cá, sou guerreiro pra lá”, não ia beijar, não ia beijar, não ia beijar... Beijou! O fofo quis tirar uma foto com o celular. Ficou linda a foto! Minha amiga começou a passar para ver as outras fotos do cara... “Nossa, que linda poaisagem!” E ele respondeu que era da UFRJ. Oras! O cara era residente junto com o namorandinho dela (que sabe-se lá porque nunca mais a procurou... rs). Acreditem! O mundo é um cu. Pequeno e redondo! E quem tem dois não tem nenhum. E se algo pode dar errado, dará! E se a torrada cair, a manteiga vai estar pra baixo....
Ontem li também mais um capítulo do Livro da Bruxa. Que dá uma tese no mínimo muito interessante de se acreditar... As coisas que dão errado, são as formas que nossos anjinhos da guarda têm para nos poupar de coisas. Lembrei disso quando, ao ir pra casa, ao invés de ir sentido Zona Norte, fui sentido Imigrantes.. risos. Meu corpo querendo meu “ex não namorado”. Mas era meu anjo me tirando de alguma rota perigosa. Andei uns quilômetros e fiz o retorno. Voltei pra casa, sã, salva e solteira.
E dá-lhe Chiclete!
E viva meu iPOD!
E pra terminar... Fiquei pensativa o dia todo quando uma amiga muito especial do trabalho me deu uma bronca, dizendo que sou uma xiita, que sou extremista, que me entrego, me atiro de cabeça e por isso que sofro tanto. E por isso eu chorei ao perceber que até da empregada doméstica que vai embora eu sinto saudades. Porque não consigo não me entregar de corpo e alma às pessoas. E não me apego pouco não. Se eu gosto, gosto tudo. Fiquei em crise. Minha amiga falou que eu não tenho limites. Mas depois meu guia espiritual (rs), o grande amigo Pascoal, disse que sou uma flor especial em meio a todo jardim e que jamais eu deveria mudar meu jeito de amar. Decidi que não vou me entregar menos, nem amar menos, nem nada menos. A única coisa que vou aprender, é não ter apego, ou seja, no momento do adeus, saber dar adeus. Esta é a grande missão da minha vida. Porque de resto, sou sempre, muito feliz. E tenho certeza que Deus faz o que é melhor pra mim, conforme a frase linda que me iluminou o dia. Dizia mais ou menos assim: "Se um filho pede ao pai pão, dará a ele pedra? Tão pouco o fará o Pai Celeste com você..."


Escrito por Ana Paula Pereira Gomes às 17h10
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14-8-07

PERDIDA 

 

Já vivi romances, contos, lendas

Mas não aprendi ainda a lição da  vida

Como se em meus olhos houvesse venda

Deixando-me só e assim perdida

 

Consigo até as regras compreender

Mas sou incapaz destas regras aceitar

Por que haveria eu razões pra esconder?

Se tudo que mais quero é te amar?

 

Por que não se pode deixar dizer...

O que o nosso coração quer verdadeiramente falar?

Porque tanta cautela pra viver...

Se a vida é curta prestes sempre a acabar?

 

Se um dia não der a vida por amor

Perguntarão o que aconteceu com ela

Responda então, seja onde for

Que tudo não passa de cautela

 

Pois todo meu sentimento por você

É maior, diferente do que vivi

Algo que não vale a pena se esquecer

Que faz nascer, viver e faz sorrir

 

Quero tudo, quero sempre

Quero hoje, quero inteiro

Seus beijos, seu amor

Pra ser o último, não primeiro

 

O que passou não está mais por perto

Olhe em meus olhos e não reflita

O que virá é tão incerto

Me abraça forte e me permita

 

Não consigo o amor decifrar

Não existe lógica nem porquê

Sempre que tento me encontrar

Acabo achando em mim, você!

 


Escrito por Ana Paula Pereira Gomes às 23h58
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10-8-07

RELATIVIDADE

Só existe algo realmente forte capaz de causar tormento
O relógio, o calendário, a hora que não quer passar...
Como se o mundo conspirasse pra tudo ficar lento
Como se a esfera, o planeta, simplesmente parasse de girar...

Volta!


Escrito por Ana Paula Pereira Gomes às 02h25
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6-8-07

SUA DÚVIDA, MINHA CERTEZA

Tudo que eu mais queria nesse momento
Era saber que existe um sentimento
Que me chamasse de Xu, love, amor meu
Sinal de algo forte, como em mim aconteceu

Queria ser poeta, inventar uma cantiga
Escrever uma canção, abraçar-te como amiga
Viver uma paixão, apagar qualquer passado
Que causou dor por estar com o par errado

Queria ser especial, no seu sonho adentrar
E que fosse bom, e assim ao acordar
Você se rendesse a uma história diferente
Que mesmo louca, fosse capaz de unir a gente

Fecho os olhos, mas nada mais vejo
Pra poder mostrar o meu desejo
De ser sua inspiração nas histórias de amor
E seu consolo nos momentos de dor

Só me diga se a loucura vale a pena
Ou se minha chance contigo é tão pequena
Que é melhor te olhar de longe, sem sonhar
Com nosso beijo, nosso amor, ao aqui chegar

Mas se me disser que acredita em amor à terceira vista
E portanto que é bonito que eu insista
Mande apenas um e-mail dizendo onde vai desembarcar
Que na esteira, atrás de ti, eu hei de estar!



Escrito por Ana Paula Pereira Gomes às 12h44
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CIDADE DOS ANJOS, O FILME

Essa, é pra mim, a melhor definição do que é apaixonar-se: é se jogar do alto de um prédio esperando que algo muito bom aconteça lá embaixo... Mas nem sempre quem queremos está lá pra permitir que isso aconteça. E espatifamo-nos nos vai e vens dessa vida! Mas o que importa, é que, enquanto houver VIDA, que haja AMOR e tenhamos coragem de "pular" quantas vezes forem necessárias, por mais que já tenhamos nos machucado.


Escrito por Ana Paula Pereira Gomes às 00h29
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5-8-07

A MORTE

 

Posso saber todas as línguas, ou todos os números, mas sei que jamais saberei as razões que a vida usa pra traçar os caminhos que vamos atrás tentando chegar... sei que jamais saberei responder às mais simples questões, nem conseguirei enxergar a real beleza das mais simples coisas... e sei que jamais saberei dar o real valor para os sentimentos que aparecem em meu coração e que por ora me fazem rir ou me fazem chorar. Sei que por mais que eu leia os mais diversos livros ou escute as mais belas canções, não será o suficiente para arrancar tantas dúvidas de minha alma. Nem que eu me vire do avesso, nas mais eficientes terapias, não saberei o fim nem o começo, do significado de cada dia. E nem cada nota que tocar, nem cada pele que eu tocar, nem cada brisa que me acalmar, nem cada conselho que eu escutar, serão suficientes para me fazerem entender o real porquê de todas as coisas, de todos os lugares, de todas as pessoas, de todos os porquês. Por isso, exponho a mais sincera humildade de simplesmente acatar como verdade que não sou capaz de entender... o porquê da vida nem o porquê da morte e o melhor que temos a fazer é ser a gente mesmo todos os dias, sem máscaras, nem véu, nem mágoas, nem rótulos. Buscando a pureza, como a água que precisamos, como o ar que gostaríamos de respirar. É por isso que é tempo de dizer “te amo” a todos que realmente amamos, ou “te perdôo” a todos que realmente perdoamos... É por isso que sempre é tempo de encantar e de cantar... e mesmo que não haja sucesso em todas as tentativas, poder-se-á sentir a paz dentro do peito, e isso tem que bastar.

E eu já estava quase me esquecendo como é triste o derramar de uma lágrima de dor... Não dor de amor, nem de falta de um beijo nos lábios, nem o choro de uma mágoa. Mas como é forte o derramar de uma lágrima, dessas que a gente só derrama quando aparece lá no céu, mais um anjo pra olhar a gente chorar aqui no mundo, porque não se pode mudar o fim de cada história... podemos construir cada página do livro da vida, mas a última está escrita e é imutável.... é o mundo, tão confuso mundo, que acaba com tudo num simples suspiro, do mesmo jeito que Deus o criou... E como é intrigante essa lágrima, que escorrega caindo do olhar e parece a nossa alma junto carregar!!! Mas não carrega, deixa lá, uma alma muito maior, muito mais entendida, muito grande e mais próxima da vida... E com ela crescemos, mas continuamos tão minúsculos frente ao Universo.... Sabe-se lá porquê!


Escrito por Ana Paula Pereira Gomes às 18h18
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O PULSAR DO CORAÇÃO

 

Um dia somos nada mais que um pulsar de coração, poucos dias após termos nos tornado “vida”. E desde então muitos corações passam a bater mais forte por conta deste novo pulsar que então existe. Ensinam-nos tão perfeitamente o que é o amor. Aprendemos o doce sabor de um beijo, o calor de um abraço, o valor de um sorriso. E quando menos esperamos estamos soltos no mundo. Alguns de nós cometem o inocente erro de achar que todas as pessoas aprenderam a mesma lição. Iludimo-nos a ponto de achar que todos têm o dom do amor, que qualquer um sabe o valor de um beijo e de um abraço. Mas, mais rapidamente do que antes, descobrimos o fervor de uma lágrima, desta vez, de dor. Como se o coração desejasse gritar pra curar uma mágoa, pra encerrar uma história sem final feliz. O mundo parece desabar. E por um tempo deixamos de acreditar que na vida real, possam ainda haver contos de fada. Passamos a nos impedir de fechar os olhos pra pensar em alguém, quando toca aquela música que nos toca. Não nos permitimos olhar pra dentro dos olhos de quem só tem olhos pra gente. Mas a natureza é sábia e o destino, eficaz. E quando menos esperamos, nos vimos assim, como estou... simplesmente encantada... cheia de sonhos, de vontades, envolvida simplesmente por nada real, nada palpável, nada mais que uma energia que vem de você e me dá, de novo, a vontade de poder viver um grande amor, porém, desta vez, único e verdadeiro!


Escrito por Ana Paula Pereira Gomes às 18h14
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UMA VERDADE INCONVENIENTE (Al Gore): Assistam!

             O documentário começa chamando a atenção com fatos reais e atuais, como foi os EUA sendo devastado pelo Katrina em Agosto de 2005, um dos resultados do Aquecimento Global. E explica que o fato da política se abster desta realidade é devido às exigências imperativas de mudanças que assumir este problema traria. Por esse fato, muitas vezes, por mais absurdo que pareça, ainda há quem diga que o aquecimento global não é um problema e que não somos nós os causadores, afinal, a sabedoria popular é um incômodo na maioria das vezes. Não é a toa que 53% dos artigos populares põem em dúvida se os causadores do aquecimento global realmente é o ser humano. Se falarmos em artigos científicos, zero artigo põe isso em dúvida.

            Saindo deste aspecto social, o filme explica claramente do ponto de vista científico, o que é o aquecimento global. É a alteração que os habitantes do planeta vêm fazendo, na tão fina e vulnerável camada da atmosfera da Terra. Exemplifica com um globo terrestre coberto por uma fina camada de verniz, que diante do objeto, representa a atmosfera comparada ao nosso planeta. Desta forma, pela alta emissão de gases do efeito estufa que emitimos, mudamos a composição original desta camada, engrossando-a. O correto era que, quando os raios de sol atingissem a Terra, a maior parte deles saíssem da camada atmosférica e pouca parte ficasse entre o planeta a atmosfera, garantindo a temperatura que precisamos pra sobreviver. Porém, quando engrossamos esta camada, muito mais raios infra-vermelhos ficam “detidos” na Terra, o que aumenta consideravelmente a temperatura do Planeta e a este fenômeno mundial damos o nome de Aquecimento Global.

            Esta é uma preocupação de anos. Desde 1957 que iniciou-se experiências que mediam a liberação do Dióxido de Carbono (CO2) na atmosfera, e a curva, apesar de suas subidas e descidas, é crescente. São mostrados diversos gráficos que evidenciam que a medida que aumenta a emissão de CO2 na atmosfera, aumenta a temperatura da Terra. As curvas têm exatamente as mesmas características e não podem ser analisadas separadamente.

            O fato torna-se altamente agravante nos últimos anos: estudos mostram que nos últimos 650.000 anos, jamais tínhamos superado 300 partes por milhão de emissão de CO2 com dados da Antártida. Hoje, esta curva cresce exponencialmente, e estamos conseguindo atingir patamares em menos de 100 anos, que não atingimos jamais em todas as eras glaciais juntas! Fugimos do ciclo natural. Em menos de 50 anos teremos saído absurdamente de todas as escalas vistas até então. E isso é no mínimo desesperador pois,por exemplo, 40% das pessoas do mundo dependem das águas decorrentes das geleiras para sobreviver. Acabar com estas geleiras é dizer que 40% das pessoas do mundo serão atingidas pelo Aquecimento Global. E este é apenas um exemplo.

            Al Gore, teve a iniciativa de incorporar este assunto na política, certo de que o sistema democrático e o governo livre fariam com que surtisse algum efeito. Enganou-se. Mesmo que dados estatísticos mostrem que nos últimos 14 anos, foram mais de 35.000 pessoas mortas por conta do calor. Mesmo sabendo que a Índia chegou a atingir 50ºC. Mesmo com os milhões de dólares de prejuízo causado pelo Katrina em Nova Orleans.

            A lógica é muito clara:  aumenta a emissão de CO2, aumenta a retenção de calor do Sol na Terra. Aumenta a temperatura dos oceanos, aumenta portanto a umidade, bem como a força dos ventos, bem como a potência dos fenômenos como tempestades, furacões, tufões, etc. Tivemos o maior recorde de tornados nos EUA. Tivemos o maior recorde de tufões no Japão. Tivemos até mesmo o primeiro tufão no Brasil!!! Algo novo, sinal na América. E o mais triste é saber que cometer erros em gerações passadas, traziam conseqüências que eram superadas. Hoje, não. São fatais. Há ainda o aumento das secas, devido ao aumento da evaporação decorrente do aumento da umidade do solo em áreas vizinhas. É o mais completo desbalanceamento natural da história da humanidade.

            Os números são alarmantes: no Ártico, caminhos que antes passavam mais de 200 dias congelados no ano, hoje, ficam pouco mais de 70. A calota do Ártico diminuiu 40% em 40 anos. Nesta perspectiva, em 50 anos, sumirá. Resultado? Fritaremos! A Terra esquentará drasticamente. Afinal, no gelo, 90% dos raios são rebatidos. Na água, 90% dos raios são absorvidos. As conseqüências são as mais diversas: animais em extinsão, desalinhamento da cadeia alimentar (um exemplo citado no filme são os besouros bicudos, que morriam no frio e como não morrem mais, acabam com plantações inteiras de pinheiros), proliferação de insetos, doenças, além de cidades inteiras sendo invadidas por água. Se a Groelândia sumir, teremos o mar 6 metros acima. Este impacto ambiental afetaria mais de 100 milhões de pessoas que vivem nas regiões que seriam afetadas.

Continua...


Escrito por Ana Paula Pereira Gomes às 18h05
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            Vivemos na colisão da civilização com o Planeta. Demoramos milhares de anos pra atingirmos uma população de 2 bilhões de pessoas. E nos últimos 50 anos, este número se tornou 9 bilhões de habitantes. Mais gente, mais desenvolvimento é preciso, mais energia é necessária, Precisamos de mais água, mais comida e mais tecnologia. E não podemos mais conviver com velhos hábitos. Não se combinam mais. Um exemplo é a guerra. Antes, feita por arcos, flechas e homens traziam uma conseqüência. Hoje, feita com armamento nuclear, traz conseqüências irreversíveis e irreparáveis. Da mesma forma, uma irrigação errada, que antes afetava de forma muito pequena, hoje pode acabar com um rio. Um mau cultivo do solo, que antes simplesmente não fazia produzir o tanto que se queria com a pá na mão, hoje pode deixar áreas imensas nunca mais férteis com maquinários. A verdade é que, a tecnologia somada ao ser humano, se tornou um outro fenômeno da natureza.

            O filme “Uma verdade inconveniente” é um tapa na cara, um chacoalhão a todo cidadão que é responsável em sua atitude pelo aquecimento global. Mostra com indignação a falta de apoio político que o assunto tem. Mostra abismado como a sociedade está demorando para se atentar a este grito da mãe natureza, e é a mesma sociedade que sempre se mostrou capaz, a sociedade que foi capaz de pisar na Lua, acabar com o fascismo do mundo, erradicar doenças graves do planeta, resolver até mesmo um problema que há anos atrás parecia irreparável, que eram os buracos na estratosfera da camada de ozônio. A sociedade que foi capaz de construir o Tratado de Kyoto.

            Fiquei muito chocada com os dados que vi no documentário pois, sendo de tanta gravidade, ao meu ver, devia estar todos os dias estampado em todos os tipos de mídia. Ao meu ver, não podemos nos dar ao luxo de esperar que a população se conscientize a ter acesso a estas informações. Estamos falando do planeta Terra, nosso único lar, como menciona o filme, e é uma questão moral conservá-la viva. Na minha opinião, se não é possível ir por bem, que vá na força! Coloquemos nos meios de comunicação em massa esse assunto para a reflexão das pessoas! Que falem do Aquecimento Global na novela das oito e no Big Brother Brasil, já que infelizmente a maior parecla da população não está nas salas de aula da MBA mas sim alienadas ao que dizem suas TVs. É preciso, imediatamente da conscientização de todos.

            Pra mim, ficou muito marcado a frase do provérbio africano que diz “Enquanto reza, mexa os pés”. Ou seja, não adianta ser apenas otimista, é preciso ter atitude. E o filme termina, atingindo muito bem seu objetivo, dando algumas dicas do que fazer para estar certo de que está “mexendo os pés”:

            - Procure comprar equipamentos elétricos mais eficientes.

            - Possua carros que consumam menos combustível.

            - Busque fontes renováveis de energia.

            - Recicle.

            - Sempre que possível, caminhe ou use meios de transporte em massa.

            - Eduque as crianças conscientizando-as sobre o meio ambiente.

- Procure saber se você usa “Energia verde” e em caso negativo, questione porque não.

            - Cobre e vote em líderes preocupados com esta causa.

            - Inscreva-se na política e seja responsável por esta causa.

            - Plante árvores.

            - Chame a atenção da comunidade.

            - Ligue para rádios e jornais.

            - Evite resíduos: não use canudos, sacolas, papeis, sempre que puder.

            - Rezem.

Sem sombra de dúvidas, um dos melhores filmes que já vi e que mais mexeram com meu modo de viver e de pensar!


Escrito por Ana Paula Pereira Gomes às 18h04
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QUANDO SE QUER DEMAIS... Se quer VOCÊ! 

Eu sempre sonhei com um rapaz
Que MAIS me faz rir do que chorar
Daquele tipo que sempre é capaz
De falando simples, conseguir me “chocar”

Aquele cara que quando a gente diz o nome
Todo mundo em coral já ressoa
"Putz... Que saudade... Ele some...
É o meu amigo mais gente boa"

Um cara que no meio de uma via congestionada
Num trânsito de estragar o final de qualquer história
Seja capaz de transformar em piada
Dando voltinhas em círculos na rotatória

Alguém que estimule minha criatividade
Seja desafiando ou simplesmente sorrindo
E então não importaria se quer a idade
Nem onde quer ir, nem de onde tá vindo

Que tenha vontade de dizer e brilho no olhar
Que faça uma roda inteira de amigos
Fazer a tarde num minuto passar
Só por contar seus casos mais antigos

Que tenha covinha, ora, pois não sou de ferro
Mas que o que me apaixone, eu não possa tocar

Toda vez que lhe olhe lhe ache mais belo
Pelas coisas que diz, somente com o olhar

Um cara que me despenteasse no amor da lua
Desembaraçando meu cabelo com as mãos ao amanhecer
Que me desse a leveza e a intimidade de nua
E a certeza do respeito e da admiração por viver

Um cara com quem eu dançasse a valsinha dos 50 anos
Num navio, num cruzeiro a luz do luar
Onde pudéssemos lembrar dos momentos mais insanos
Chorando e rindo, boca na boca, e olhar com olhar...

Escrito por Ana Paula Pereira Gomes às 17h51
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TACDM

Andam me perguntando
Se perdi completamente o siso
Se estou me apaixonando
Pelo tamanho do sorriso

Todos afoitos por saber
Porque a calma do falar
o brilho dos olhos ao te ver
E no que isso pode dar

Mas não sei, juro que não sei...
Nem das fotografias
Nem da agenda
Nem do nome que se dá

Pela primeira vez eu não pensei....
Esqueci todas manias
E não quero que se entenda
O porquê desse gostar

Se é um simples momento
Uma fase ou pra eternidade
Só o tempo vai dizer
Eu só quero sentir o vento
E não perder a oportunidade
Nunca mais de lhe dizer

Amo o calor da sua pele
E o seu jeito de falar
O seu cheiro que expele
E a sua forma de me olhar

Seria tolice perguntar ao coração
Porque tanto amor, paixão, carinho
Se o criador de qualquer questão
É incapaz de responder sozinho

Então apenas confesso ao dizer
Não enxergo, nem temo o fim
Pois a cada adeus, o seu prazer
Ainda posso sentir em mim...


Escrito por Ana Paula Pereira Gomes às 17h50
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27-7-07

DISNEY PARA ALTINHOS

A diferença de visitar a Disney aos 26 anos é que você vai carregado de sonhos... e de desilusões. Isso é, no mínimo, mais emocionante.
Não posso reclamar dos meus quinze anos, pois, embora há dois anos eu já acordasse antes do sol nascer pra trabalhar, eu vivi momentos inesquecíveis proporcionados por minha família, que nunca me tiraram o encantamento de ser criança, como na noite de meu aniversário de debutante que pude receber uma festa surpresa de meus sonhos, dançando inclusive com meus dois pais à meia-noite, vestida de princesa da Disney... Mas com certeza, se naquela data eu estivesse onde estive na semana passada, não teria o mesmo significado. O que senti ao ver o Mickey entrar por aquela avenida do parque tende ao indescritível, mas como dizem que sou boa nisso, vou tentar narrar meus sentimentos naquele lindo sábado de sol: Puta que pariu, Batman! Que dor de barriga! (kkk). Foram 18 vezes num dia! Por algumas vezes abandonei filas só pra aliviar toda minha ansiedade e emoção simplesmente por estar ali. Porque estar ali não era só ter pago setenta e poucos dólares, era algo realmente sem preço.
Comecei a trabalhar aos meus 13 anos. Algo de muito marcante me fez querer e fazer isso, mesmo indo contra a vontade de minha mãe, na época. Jamais me esquecerei de um dia que pedi ao meu pai dinheiro pra comprar gelinho (geladinho, chupe-chupe, sacolé, sabem do ques estou falando?) e meu pai me deu, ao contrário de muitos outros dias em que ele me dizia não ter. Naquele dia eu fiquei radiante! Como se tivesse vencido pelo cansaço ou algo assim.... Depois de assistir alguns desenhos animados e brincar um pouco de Barbie, avisei minha mãe que iria na casa da Dona Geni comprar gelinho. "Com que dinheiro?", perguntou minha mãe. E eu respondi a verdade. Não tínhamos telefone na hora, caso contrário, tenho certeza que minha mãe sairia daquele tanque pra ligar pro meu pai no mercado em que trabalhava, controlando entrada e saída de mercadorias. Quando voltei com o gelinho, lembro como se agora minha mãe enxugando as mãos no avental, me chamando pra perto e com os olhos fixos nos meus, me pedindo compreensão em não pedir mais dinheiro pro meu pai, porque ele sofria muito em dizer que não tinha pra mim e que naquele dia, pra não me dizer não novamente, tinha desinterado do dinheiro da passagem e ido a pé trabalhar. Jamais esquecerei da culpa que senti naquele momento. Eu tinha 8 anos de idade. Era uma tortura ir de ônibus até o Center Norte da minha casa, pois era longe, demorado. Imagine a pé. Hoje sei que estamos falando de aproximadamente uns 10 km de onde eu morava até onde meu pai trabalhava, mas ainda hoje doi como se eu tivesse feito meu pai escalar o Monte Everest. E não se esqueçam que estamos falando de algo que hoje gira em torno de cinquenta centavos. Foi por isso que comecei a trabalhar cedo. Prometi nunca mais fazer meu pai sofrer por minha causa em relação a dinheiro. E hoje tenho muito orgulho de desde meus 13 anos poder ter comprado todos meus materiais escolares, minhas roupas, minhas despesas com remédios, enfim, e não me sinto pouco privilegiada, afinal, quem trabalha sabe muito bem o preço de ter casa, comida e roupa lavada, o que nunca me faltou na vida, além de todo amor e educação que nunca estiveram em recessão em minha família.

Continua...


Escrito por Ana Paula Pereira Gomes às 08h04
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Limpei casa, fui babá, trabalhei em almoxarifado. Lembro do medo do primeiro dia de cada um destes trabalhos. Aos 16 anos tinha um estágio considerado um dos melhores da Federal, em relação à bolsa auxílio e aos 18 já podia pagar minha faculdade de Engenharia, sem nunca ter pedido que meus pais me ajudassem em uma mensalidade se quer. Do ano em que trabalhava no berçário da escolinha são os que mais me trazem saudades. Eu via o sol nascer todos os dias e sorria todo o tempo em que estava sendo paga pra brincar. E é por lembrar com tanto carinho destes meus momentos de pura felicidade que ainda sonho com o dia que terei a minha escolinha, independente da profissão que a vida me tendenciou a escolher. Dou aula de Iniciação à Mecatrônica, sei lá, ensinando as crianças a fazer seus aviõezinhos num formato que possa atingir velocidades superiores às daqueles mixurucas de papel que aprendemos em escolinhas que não são de Engenheiros (rs). Estudei sempre demais. Por ter feito meu primário e ginásio em escola estadual, tive que dar meus pulos pra conseguir entrar na Federal, onde fiz meu técnico em Eletrônica unicamente com o intuito de arranjar um emprego de técnica e  pagar minha faculdade de Psicologia onde me especializaria na área infantil. Doce ilusão. Depois de ingressar na área de Exatas foi uma espécie de amor platônico. Caminho sem volta. Mais que qualquer coisa, tenho fome de aprender. E o mundo dos números, da física, da engenharia satisfaz qualquer maluco com esta obstinação. Além do que, o tal emprego que seria somente pra que você pagasse a faculdade de seus sonhos, começa a lhe cobrar avanços acadêmicos para que você tenha aumentos salariais. E depois de longos e árduos seis anos (eu disse LONGOS e ÁRDUOS seis anos) eu era uma Engenheira, com a crise de identidade que deveria ter passado aos 16, 17 anos de idade. Isso foi a seis meses atrás. E lógico que minha crise de identidade ainda está ativa. Penso tanto que penso até no tanto que penso. Coisas assim. De qualquer forma, não de forma lamentada, minha vida nunca foi tão fácil como a de muitas amiguinhas que foram à Disney aos seus 15 aninhos. Hoje eu sei que lutei muito pra chegar onde estou, mesmo que isso não pareça tão "longe". Meu primeiro carro, minha formatura, meus vestibulares, tudo pago com muito suór em suas devidas proporções. Talvez se meu pai lesse este texto, sentiria algumas coisas que não gostaria que ele sentisse. Tudo que eu queria era que sentisse orgulho, muito orgulho, por ter conseguido nos criar, eu e meus dois irmãos, sem nunca deixar faltar o básico para que fôssemos e tivéssemos tudo que somos e temos hoje: amor incondicional. E aquela caminhada que ele fez pra me dar o gelinho naquela manhã, foi a grande causa da minha caminhada. Foi muito mais que um gelinho que ele me deu naquele dia. Foi toda a responsabilidade que tenho dentro de mim.
E isso tudo veio à tona quando derramei minha primeira lágrima na Disney, vendo o Mickey passar, emocionada por estar realizando o maior sonho de minha vida, um pouco mais tarde que eu sonhava quando criança, mas muito mais cedo do que eu imaginava depois de adulta...
Veio à tona toda minha infância. Meio que roubada pela responsabilidade desde cedo. Mas pude ver que tudo que nos tiram de forma injusta, o Universo devolve de forma ainda mais especial. Naquele sábado me senti pura, feliz e radiante como uma criança, que nunca gostaria de deixar de ser!
Essa é a grande diferença de visitar a Disney pela primeira vez aos 26 anos. Você tem o doce sabor de regressar ao passado e fazer com que este doce sabor de realizar um sonho, tenha muito, muito mais recheio!
Aquelas princesas, todos os heróis de nossos desenhos animados: Pluto, Pateta, Pinóquio, Mickey, Donald... Realmente nos faz acreditar que o mundo tem nem que um quê de Conto de Fadas. E se eu não acreditasse nisso, com certeza não estaria lá, ao lado do Sidnei, que tanto amo e desejo, vivendo um dia de princesa, com toda a certeza do mundo de que a vida, mais cedo ou mais tarde, tem o bom e velho ..."E viveram felizes para sempre!"...

Sidnei -> Obrigada por ser único e insubstituível em minha vida. Obrigada por me devolver o sonho de um final feliz do Conto de Fadas que me faz viver, todos os dias.
Pai -> Um exemplo vale mais que mil palavras. Obrigada por ter me dado o dom da vida e a alegria de viver.


Escrito por Ana Paula Pereira Gomes às 08h03
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